ARTE DE OUVIR E ... REDIGIR: Seção ARTIGOS

 2011-07-02 15:57

 

 

Dedicamos este cantinho do nosso site aos desafios de “OUVIR E REDIGIR”!

 

"É preciso penetrar o silêncio, devassar-lhe a intimidade!
É preciso tecer histórias! É preciso tecer a História!
É preciso resgatar e inventar tradições!
Onde estarão as palavras?
Onde estará o leitor?
Com tanto por fazer, os autores tiraram folga?!? 
 Apressem-se mes enfants!
 Instrumentos à mão e Mãos à Obra!!!" 

 

                                                 (Maramax 2011)

  

Estando a epígrafe devidamente redigida e “aprovada”, declaramos solenemente aberta nossa seção de artigos sobre ARTES _ em suas multiplas formas_, Cultura, Política,História e afins e convidamos você, leitor, a percorrer conosco caminhos por vezes árduos e desafiadores; mas sempre saborosos!

 

Abraços do ANTIQUE

 

Eis aí nossa primeira obra! Agora é dar sequência à história! Mas cadê o primeiro ARTIGO?

 

A Arte de Ouvir e...Redigir: Seção ARTIGOS

30/08/2015 23:38

PATRIMÔNIO E MEMÓRIA


Luísa Arantes

 A EVOLUÇÃO DA DOENÇA DE ALZHEIMER

 

 No Brasil, existem cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade. Seis por cento delas sofrem do Mal de Alzheimer, doença incurável acompanhada de graves transtornos às vítimas. Como eu sei disso? Acabei de ler e daqui a 5 minutos não vou ter lembrança alguma de que lhe contei isso. 

Prazer, meu nome é Leopoldina e eu tenho 161 anos. Pode-se notar que estou dentre as mais de 15 milhões de pessoas maiores de 60 anos que sofrem de Alzheimer. Saiba também que a doença não tem cura! Então, só me resta compartilhar com vocês memórias passadas que, com certeza, estão intactas.


Tenho dois filhos, o primeiro amava as histórias de nossos antepassados. Os primeiros habitantes dessa minha terra foram os índios Purís, “os filhos da terra”, que possuíam uma vasta cultura, mas foram ‘extintos’. A força de trabalho passou a ser feita pelos negros, pode ser inacreditável, mas em 1876 obtivemos a maior população de escravos da província, fato de que não me orgulho. Lembro-me de alguns nomes: Davi, Américo, Vicente, Joaquim, Antônio, Miguel... e um comerciante que vendia escravos, Michel Jackson, que foi morto por seus escravos em uma rebelião... Sim, Michael Jackson, não o rei do pop, mas essa já é outra história.


No início do século XX, ele chegou, meu segundo filho, parecia um astro de cinema, com ideias inovadoras vindas da Inglaterra e, em pouco tempo, fez muito sucesso. Sua presença abriu caminho para a chegada dos automóveis, televisão, estrada de ferro e as modernas construções. O primeiro arranha céu foi o Bazar René, com elevador e tudo; esse foi o marco de transição do “povo da roça” para a “cidade grande”. Meu filho fez parecer que era um enorme presente, poderia até ter considerado como meu aniversário!


O primeiro carro a chegar foi saudado por toda a população com uma garrafa de champanhe, a primeira escada rolante desfilou pelas ruas em uma carreata eufórica...O tempo foi passando e, cada vez mais, fui ficando “moderna”, meus sobrados, que antigamente eram ornados com lindos detalhes arquitetônicos, como beirais, afrescos, sacadas, jardineiras, tão admirados pelo meu primogênito, já não faziam tanto sucesso entre os adeptos das ideias revolucionárias do meu segundo filho.Mas vocês não devem mais saber o que são essas belezas, já que foram sendo substituídas por caixotes cinzentos de muito mau gosto! Perdoem minha língua ferina, mas a idade me deixa amargurada e a disputa entre os meus dois filhos pioram minha condição de saúde.


Já é perceptível que tenho uma vida como a de Natividade, mãe de Pedro e Paulo, na obra de Machado de Assis. A cada ano, mais eles se distanciam, pois um valoriza a memória e o outro acredita que a natureza e o “velho” atrapalham o desenvolvimento da cidade.


Não posso defender nenhum deles, pois posso acabar causando um briga maior ainda! Às vezes concordo quando meu filho diz que estamos nos desfazendo de nossa história e de nossa memória, e que mais uma vez a história se repete: trocamos as “penas” pelos “espelhos” dos portugueses. Porém, a modernidade tem suas vantagens, trouxe avanços na medicina, tecnologia e meios de comunicação, que tornam nossa vida muito mais fácil. 


Meu segundo filho está cada vez mais popular, é visto como modelo a ser seguido, todos querem tirar uma selfie com ele!Mas será que é sonhar demais pensar que eles podem conviver juntos?


Com essa minha memória falha, acabei me esquecendo de contar o mais importante! Vocês conhecem os meus filhos! Um, coitado, está em depressão, isolado da sociedade; seu nome é Patrimônio e o outro, nem preciso citar o nome, pois vocês já o conhecem muito bem. Ele está em todas as redes sociais e é notícia em todos os canais de televisão, ele é o tão idolatrado Progresso.


Então, uma grande parcela da população brasileira sofre do Mal de Alzheimer...Será que eu já falei isso?...  

16/09/2011 12:36

TERRA DE ÍNDIO

José Gabriel C. V. Barbosa

            Sim, Leopoldina era, literalmente, terra de índio (e no bom sentido!), o que faz Oiliam José se referir a ela como “derradeiro refúgio dos Puris”. Temos a Serra dos Puris, da qual faz parte o Morro do Cruzeiro, para não nos deixar esquecer, já que apagar o passado é uma das características da gente daqui, que parece querer esconder suas raízes. Se não cuidamos, sequer, de nosso passado glorioso, jogando no chão muitos exemplares da arquitetura histórica, imaginem se não iríamos empurrar para debaixo do tapete nosso passado mais cruel: aquele do encontro das três principais raças que nos formaram e que está registrado nas feições de nosso povo.

 

            Parece que não foi nada admirável o convívio inicial entre índios, brancos e negros, ou, em outras palavras, entre remanescentes Puris, colonos luso-brasileiros e escravos africanos, nesta região, há menos de dois séculos. História feita de muita incerteza, medo, sofrimento, doença, morte... Digo história, e não pré-história, porque ela está, de certa forma, registrada em diversas fontes escritas, algumas das quais saciam e instigam, ao mesmo tempo, minha sede de saber.

 

            Convido-os a uma viagem no tempo, para compartilharmos visões do embate entre os nativos e os colonizadores, começando por Barroso Jr. (1954), quando ele romanceia o momento após a primeira missa celebrada no Município: “Entardecia. A capela solitária doirava-se toda de sol no langor do ocaso. A cruz da ermida rústica e a pedreira milenária coroada de mata virgem eram dois marcos diferentes da vida brasileira daqueles sertões: um estadeando as conquistas do cristianismo, outro testemunha secular do gentilismo agonizante.”

 

           Um pouco anterior (1912) é a referência poética que Augusto dos Anjos faz desse encontro fatídico: “Em vez da prisca tribo e indiana tropa / A gente deste século, espantada, / Vê somente a caveira abandonada / De uma raça esmagada pela Europa!”

 

            Francisco de Paula Ferreira de Rezende, que veio para esta região em 1861 e a ela se referia como “uma das gemas mais preciosas da nossa província”, encontrou poucos vestígios dos Puris: declara que vira alguns na “Fazenda Soledade” e “uma espécie de pequeno aldeamento deles, um pouco para lá do atual arraial dos Tebas na estrada que ia para o Rio Pardo”.

 

          Entretanto, se viajarmos dois séculos, encontraremos fontes presenciais: os hóspedes de Guido Marlière - naturalistas europeus que estiveram em sua fazenda, Guido Wald (= mata do Guido, hoje, Guidoval/MG), e conviveram com Puris e Coroados, ainda nus, no vigor de sua cultura. Presenciaram seus costumes nômades, danças, cantos em língua do tronco macro-jê, vida social...

 

          Para entendermos a presença desses visitantes, resta lembrar que, com a transferência da sede do império português, em 1808, o Brasil viveu uma revolução cultural: abertura dos portos, criação de cursos superiores, imprensa... Com isso vieram as missões artísticas e científicas a fim de estudar o que ainda era inexplorado para o mundo do conhecimento, deixando em nossa memória nomes que certamente já ouvimos na escola: Debret, Taunay, Rugendas, Spix e Martius...

 

          Além de conhecer a geografia, plantas e animais, os nativos estavam entre os principais interesses desses naturalistas que chegavam anualmente à Corte. Mas onde encontrá-los, em estado natural, se o litoral já padecia de mais de 300 anos de colonização? Bem perto, nas “áreas proibidas”, mais ou menos o que conhecemos hoje por Zona da Mata. Entretanto, não havia caminho direto, cruzando a Serra do Mar e o Paraíba... Fazia-se necessário seguir a estrada real até Vila Rica e, de lá, seguir para o sul, passando por lugares que hoje chamamos de Mariana, Ponte Nova, Viçosa, até o Presídio de São João Batista (atual Visconde do Rio Branco), vizinho da Guido Wald. Mas não eram estradas como as que conhecemos! Era trilha na mata: “tão estreita, que a custo passava uma mula atrás da outra; escura como o inferno de Dante”.

 

           Guido Thomaz Marlière foi nomeado Diretor dos Índios do Pomba em 1813, com a missão de “civilizá-los”, o que significava, principalmente, vesti-los, catequizá-los, familiarizá-los com o trabalho na lavoura e aldeá-los (sedentarizá-los). Foi a partir de então que muitos dos cientistas trilharam esse caminho até sua fazenda, assentada entre Puris, Coroados e Coropós. Georg W. Freireyss, Barão de Eschwege, Auguste de Saint-Hilaire, Maxilimiano de Wied-Newied, Johann Baptiste Von Spix e Carl Friedrich Von Martius foram alguns dos hóspedes do francês que tentava defender os índios, numa época em que o império português lhes havia decretado guerra.

 

          Estes dois últimos, Spix e Martius, na época jovens de 37 e 24 anos, respectivamente, foram os que mais detalhadamente descreveram nossos antepassados pré-históricos. Aportaram no Rio de Janeiro em 15/07/1817, integrando a missão científica enviada por Francisco I da Áustria, que preparava terreno para a chegada de sua filha, esposa de D. Pedro I, a futura Imperatriz Leopoldina. Em dezembro daquele mesmo ano, deixaram o Rio de Janeiro em direção a São Paulo e, de lá, seguiram para Vila Rica, onde conheceram Marlière, que estava em tratamento da saúde e os convidou para uma visita à fazenda e aos índios.

 

          A viagem se deu entre 31/03 e 21/04 de 1818, tempo suficiente para traçarem relatos preciosos sobre nossos ancestrais mais esquecidos, tais como: “os humanitários esforços no trato do Cap. Marliére, especialmente aos Coroados, tem produzido os mais vantajosos resultados. (...) Calcula-se o seu número em mais de dois mil; entretanto, nos últimos anos, muitos morreram por doença, sobretudo disenteria. Os Puris, seus inimigos, que, excetuando uma pequena parte no Rio Pardo e no Rio Paraíba, ainda não reconhecem a soberania dos portugueses, são mais numerosos, montando provavelmente a cerca de 4 mil almas.” “Os índios são baixos ou de estatura mediana; (...) as partes masculinas são muito menores que as dos negros, e não, como as destes últimos, em constante turgidez; (...) nas axilas e sobre o peito, não se nota em geral cabelo algum; nas partes sexuais e no queixo dos homens, apenas leve penugem.” “Vivem os índios em monogamia ou poligamia sem regra. (...) Certas tribos são dadas ao vício de sodomia.” “Os rapazes casam-se com 15 a 18 anos, as moças com 10 a 12.” “O seu mais importante meio de cura consiste em repouso e dieta.” “Os índios pouco adoecem (...), se, porém, lhes é levado o contágio dessas doenças [dos imigrantes, como sífilis ou sarampo], propagam-se com a máxima rapidez, e facilmente dão cabo deles.”

 

          Pela voz dos naturalistas, temos a confirmação da violência a que nos referimos ao começar este artigo e que marca o início de nossa história, antes mesmo do período da escravidão de negros nas lavouras de café. O desaparecimento dos índios não se deve apenas às doenças levadas pelos brancos, intencionalmente ou não, mas “também ao costume de servir-se de uma tribo para hostilizar a outra, como já aconteceu com os Coroados contra os Puris, e à crueldade dos postos militares, que estenderam também aos Puris a guerra de extermínio legalmente autorizada contra os Botocudos.”

 

           Felizmente ficaram suas melodias, registradas em partitura por Spix e Martius nos rituais indígenas que presenciaram, que voltaram a ser música, quase dois séculos depois, na leitura feita pelo grupo Antique de Leopoldina. Quem quiser ouvi-las, ou obter mais informações, acesse nosso canal no Youtube e boa viagem no som dos Puris!

 

          Ah, uma dúvida! Será que a especulação imobiliária, a exploração e o pouco cuidado com nossa cidade não seriam desdobramentos desse passado impensado, transformando-a em “terra de índio” no sentido pejorativo da expressão?

 

(*) José Gabriel C. V. Barbosa é músico (integrante do Grupo ANTIQUE), servidor público, membro da ALLA e da OSCIP Felizcidade.

  

 Bibliografia:

 

AGUIAR, José Otávio. Memórias e histórias de Guido Thomaz Marlière (1808-1836). Campina Grande: EDUFCG, 2008.

ANJOS, Augusto dos. Obra Completa. Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 2004.

BARBOSA, José Gabriel Couto de Viveiros. Cidade, história, sexualidade e poder: o lugar político do homossexual. Dissertação a ser apresentada junto à Universidade Lusófona de Lisboa para a obtenção do grau de mestre. Leopoldina: do autor, 2011.

JOSÉ, Oiliam. Indígenas de Minas Gerais: aspectos sociais, políticos e etnológicos. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1965.

JÚNIOR, Barroso. História de Leopoldina, in Revista Acaiaca, número 60, de março de 1954, Ed. Comemorativa ao centenário de Leopoldina. Belo Horizonte: Acaiaca, 1954.

REZENDE, Francisco de Paula Ferreira. Minhas Recordações. Belo Horizonte: Itatiaia, 1988.

SPIX, Johann Baptist von e MARTIUS, Carl Friedrich Philipp von. Viagem pelo Brasil: 1817-1820, volume 1. Belo Horizonte: Editora Itatiaia Ltda., 1981.  

 

 

 

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10/07/2011 20:07

SOCIEDADE: UMA OBRA DE ARTE?

Ereny Sales

          A arte é a prova viva da existência da humanidade. Os nossos mais remotos ancestrais, em busca da própria sobrevivência ou da do grupo a que pertenciam, foram capazes de criar, inventar e recriar a partir dos materiais de que dispunham: pedra, pau, barro, dentre outros. Ao esculpir, desenhar ou pintar, eles construíram conhecimento e o transmitiram às sucessivas gerações. Dessa forma, a arte tornou-se produto do ser humano, “ao estudá-la, estuda-se também o homem, assim como, ao estudar o homem, em algum momento, estuda-se a arte” (ZAGONEL, 2008, p.32).

 

             Em nosso constante diálogo com o mundo, a arte é um dos principais instrumentos; por meio dela, comunicamos e expressamos nossos sentimentos em variadas formas e múltiplas linguagens. Nos registros históricos, lemos que o homem primitivo, antes de escrever, desenhou nas paredes das cavernas. Deduz-se, que ao reproduzirem as imagens, eles não estavam simplesmente fazendo arte, mas criando linguagem, forma de expressão e comunicação, que regeria suas relações em sociedade. Os símbolos foram, portanto, criados para significar ou interpretar algo que possa definir a identidade de indivíduos, povos ou grupos sociais. Por intermédio das manifestações artísticas, podemos descobrir as características próprias de cada cultura e referendá-las a épocas diversas.

 

            A partir das pinturas das cavernas, foi-nos possível entender a vida humana em épocas remotas. Com a arte greco-romana, compreendemos estilos, equilíbrios, proporções, harmonia, simplicidade etc. Com os estilos predominantes em cada época _barroco, arcadismo, romantismo e outros _, as gerações subseqüentes enriqueceram-se ao apropriarem-se de novas formas de compreensão do mundo e de expressão de suas relações em sociedade. No contato com pinturas e afrescos presentes nas igrejas barrocas, defrontamo-nos com preciosidades deste estilo e encantamo-nos com a capacidade humana de criar, por meio de discurso artístico, formas de registrar o modus vivendi de uma época e de nele intervir. A título de ilustração, obras como as do compositor Johann Sebastian Bach (1685), ao adotarem o discurso polifônico e registrarem quase que perfeição da criação humana em singeleza, beleza e harmonia, tornaram-se referência na forma barroca de discorrer sobre o mundo seiscentista e de retratar concepções e valores presentes naquela época.

 

          Já no limiar do século XX, surgem formas bastante heterogêneas de perceber, registrar e intervir no mundo em formação. A arte moderna desponta deteriorando regras, criando novas formas de compreender o mundo e de com ele interagir. A partir de concepções artísticas diferenciadas, vinculadas pelo sufixo “ismo”_ Fauvismo, Futurismo, Cubismo, Dadaísmo, Surrealismo, dentre outros_ os modernistas abusaram da criatividade e da liberdade para questionar ou retratar os padrões vigentes.

 

          Seja na pré-história ou na contemporaneidade, a arte produzida não pode ser compreendida apenas em termos estéticos. A função social da arte é praticamente indissociável do objeto de arte em si. Apreciar uma obra de arte é lançar o olhar para além do objeto e, assim, penetrar-lhe as origens. Para compreender o artista e sua obra, é necessário inquirir sobre as motivações que o impulsionaram durante o processo de criação. Na maioria dos casos, as motivações têm origens nas inquietações resultantes da interação entre o homem e meio sociopolítico e econômico que o circunda. Sob este prisma, objetos que hoje compreendemos como obras de arte pura e simples, foram, em sua essência, veículos de expressão da cidadania.

 

            Refletir sobre a arte é, portanto, considerar sua importância na formação do sujeito e da sociedade. Segundo Foucault, a arte não deve ser vista como objeto estético_ externo ao individuo_ e sim como instrumento_ modo de ser e se relacionar com o entorno_ que permita aos seres humanos expressarem-se e intervirem na sociedade.

 

           Se entendermos que por intermédio da arte é possível uma relação de aprendizagem, pode-se dizer que, entre tantas, a arte tem função singular: a de contribuir para preparar o sujeito para viver em sociedade e fazer de sua vida obra de arte. Nesse caso, a arte pode proporcionar transformação do ser humano por meio da sensibilidade e da criatividade, tornando-o consciente de sua ação transformadora na formação de sociedade melhor e mais justa.

 

(*) Ereny Ferreira Sales é mestranda em Ciência Política e integrante do Grupo ANTIQUE.

 

Bibliografia: 

         FERRARI, Anderson. Sujeitos, Subjetiviades e Educação, Editora:UFJF, 2010

         ZAGONEL, Bernadete. Arte na educação escolar, Curitiba: Ibpex, 2008.

 

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